terça-feira, 10 de janeiro de 2012

As perguntas de uma vida.

Algo que não compreendo e sinceramente duvido que alguma vez isso irá mudar é o facto de, nós mulheres, estarmos toda a vida sujeitas ao que eu costumo chamar de "Perguntas da Vida".
Quando somos mais novos e estamos a crescer, exactamente quando estamos naquela fase da vida em que somos chatos, deformados e não sabemos realmente quem somos, temos sempre alguém a perguntar-nos "E namorado?". Não importa a idade da pessoa, ou sequer o grau de afinidade que tem para connosco, a pergunta sobre o namorado acaba sempre por aparecer.
Na altura em que arranjamos namorado respiramos fundo por inocentemente pensarmos que nos vimos livres da tal pergunta irritante. Até que aparece outra. "Para quando o casamento?". E é importante ter em conta o detalhe de que é sempre perguntado à mulher, nunca ao homem da relação. Suspeito que seja uma maneira simpática de nos chamarem bruxas ou algo por aí.
Quando nos casamos vêm então a pressão: "E filhos?". Ora, a vontade de responder "E para quando uma viagem aos Himalaias sem retorno?" é maravilhosa e compreensível mas lá temos nós que ir fazer o raio do filho. Quando o termos, a pergunta é ainda modificada para "E para quando um irmãozinho?". Minha gente, isto não é a rotunda da Boavista e não há uma fábrica de nenucos entre as pernas! 
O que vem a seguir "E então, para quando a morte?"...



Something I don't really understand and honestly I doubt I ever will, is why us, women, need to live our entire lives answering what I call "The Life Questions".
When we're young and still growing, during that part of life when we're boring, deformed and do not really know what exactly we are, we always have someone asking us "What about your boyfriend?". No matter how old the other person is or how close she is to us...we always get that question during  a small talk. It's like you NEED to have one.
When we finally get a boyfriend we think we can finally breath in relief. I mean, until the next one comes! "When is the wedding?". And what's even more annoying is the fact that they always ask the woman, not the man in the relationship. I don't know if they're trying to call us witches or something around that but it's still unfair.  
But a marriage eventually comes, at least most of the times, and with marriage comes another type of pressure, and the hardcore one. "What about children?". The idea of answering "What about a trip to Himalayas without return?" is amazing, I know and I understand but we eventually have a kid and it comes another one "Don't you think he needs a brother?". People need to understand that we don't have a doll factory between our legs!
What's next? "So, what about death...?"

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1 comentário:

Medd disse...

lolol. as tuas teorias matam-me xD mas nunca tinha pensado nisso dessa forma não.... sim senhor, sim senhor. estás de parabéns!!

PARA QUANDO O CASAMENTO?