quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

The most random thing you'll ever read.

Teimo cá com os meus botões que o problema deste país é não ter dedos indicadores suficientes para apontar culpas aos outros. Quando o assunto é falar da incapacidade do país o que não falta por aí são dedinhos estendidos e prontinhos a apontar para alguém. No fundo é como naquele reclame antigo dos donuts em que o homem apontava para o céu e caía um exactamente à volta do dedo. 

A meu ver (e tenham em consideração que posso estar alterada devido a substâncias de natureza duvidosa, tipo, ice tea!) o que nos leva a ser estes atrasadinhos que afirmamos ser é o facto de crescermos todos com a mesma ideia pré-concebida: Portugal não vai a lado nenhum.

O pessoal basicamente cresce com os pais, avós e tios (aqueles que dão meias e cuecas no Natal!) a dizerem vinte e quatro horas por dia que "ai, no estrangeiro é que se ganha dinheiro", "ai, no estrangeiro é que se vive bem", "ai, no estrangeiro é que se vive à boa e à francesa"...mesmo que muito se diga dos hábitos higiénicos do pessoal de lá. E sim, o bom português mete sempre um "ai" quando é para resmungar. Mas, como ia dizendo, ouvimos toda esta conversa tanta vez, mas tanta vez, enquanto somos aqueles jovens de aspecto estranho e medonho que, lá pela altura de andar a passear pela faculdade, mesmo no primeiro ano do curso e durante raros momentos de sobriedade, começamos a ponderar a emigração. Durante três anos (ou quatro, vai depender do curso e da bebida consumida!) aprendemos qualquer coisinha para ver se nos chamam doutores mesmo só tendo a licenciatura, e tentamos decidir qual o país com melhor possibilidade de ir para lá viver. Nós e os outros trinta e três membros da família. (somos tipo os ciganos, onde vai um, vão todos!). Termina-se a faculdade e o pessoal vai mas é trabalhar um ou dois anos ali no Pingo Doce para ganhar dinheiro para a viagem e as primeiras rendas no estrangeiro. Opá, não é nada pessoal, mas lá fora é melhor.

Ora, também temo cá para mim que, o facto de haver maior qualidade de vida e trabalho no norte e centro da Europa, deve-se sobretudo à mentalidade vivida por aqueles lados. Enquanto nós, os ciganos europeus,  passamos a vida a alimentar sonhos de ganhar dinheirinho na Suíça, França e outros países avec's para o belo do BMW (já para não falar do belo do desvio de dinheiro para o bolso) os vizinhos lá de cima limitam-se a fazer o que fazem (e bem!) porque sabem que são bons nisso. No fundo as coisas resumem-se assim:
  • Lema de cá de baixo: "Faz amanhã o que podias fazer hoje".
  • Lema de lá de cima: "Faz hoje o que por acaso até podias deixar para amanhã".
Se calhar, e só mesmo se calhar, se o pessoal para estes lados consegui-se melhorar a rentabilidade e competitividade a coisa até corria mais ou menos, digo eu. 
A solução basicamente não é emigrar para o estrangeiro, é mesmo aprender com o estrangeiro. Mas quem sou eu para dizer tal coisa? Não tenho emprego e estou em Portugal, se calhar sou é só hipócrita. Vá-se lá perceber as mulheres, xiça...


2 comentários:

Medd disse...

tens a mania que és inteligente... isso sim xDD

Sara disse...

é o iced tea!